Thrunda

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THRUNDA

“15 anos em 23 minutos”, o título do novo álbum resume bem o que contem nele. É o resultado da síntese do que realmente nos tornamos com o decorrer desses anos. Os álbuns anteriores eram muito do que nós ouvíamos dentro do punk rock, principalmente o dos anos 80. Já esse é bem mais a nossa cara mesmo, não só o punk rock e o hard core, mas principalmente todo aquele som misturado que foi lançado nos anos 90, rap core com metal e HC. São 11 faixas que se alternam dentre esses estilos citados, com as letras sagazes, cômicas e ácidas de sempre.

1 – Introduzindo sem cuspe

Essa expressão pode ser tudo o que a gente passa no dia a dia. O fato de pagar muito impostos e ter pouco retorno, a intolerância e falta de educação que as pessoas tem uma com as outras, mas principalmente porque é uma música perfeita para abrir esse disco e nossas apresentações. Como o nome mesmo diz, é uma introdução bruta e sem muita preparação. Ela nos apresenta e representa muito bem, o ontem e o hoje da banda. Traz elementos e influências que compõem nossa personalidade musical.

Otavio compôs a base e nos mostrou para que fosse colocado uma letra. Quando a fizemos por completa achamos que ela falava muito bem por si só sem letra mesmo, e assim ela ficou.

2 – Protesto

Letra e música foi composta por nosso amigo e irmão Talles Lucena. Inicialmente os arranjos seriam usados para sua antiga banda, a Full Time Rockers. Como o grupo acabou ele nos deu esse presente já com essa letra foda, que ilustra muito bem o período de protestos que passamos durante o ano de 2013, mas se encaixa em qualquer época e lugar que o povo se levantou indignado contra injustiças. Fizemos algumas adaptações mais ao nosso estilo, já que ela era um música bem ” stoner”, e demos uma pitada de HC a ela.

3 – Nuszeixo

Antes de embarcarmos no ônibus do MOVA-CE com mais 5 bandas desbravando metade do Brasil, nós já conhecíamos os coletivos Fora do Eixo, mais pela boca dos outros, por experiência de terceiros. E poucas ou quase nenhuma das experiências eram positivas, principalmente com coisas relacionadas a não pagamento de cachês e supervalorização de produtores e desvalorização de artistas e bandas, fora puxadas de tapete. E a porcentagem de constatação das histórias foi de mais ou menos uns 70%. Encontramos coletivos muito bacanas que realmente fazem a coisa acontecer, mas a maioria são só coitados adestrados pelo comando central. A forma como se vestem, agem e comem, parece uma religião ou doutrina imposta. Ah, e eles não gostam de Rock n’ Roll.

4 – Eu vou de bike

Nós 3 sempre fomos ciclistas, desde a infância/adolescência. Recentemente, após um longo período de vida motorizada, resolvemos voltar pedalar, tanto por uma questão de saúde, como ideológica mesmo. Nessa volta ao pedal notamos que Fortaleza vem se transformando numa cidade pró-bike, mas como em todo grande centro, sempre há resistência do lado conservador da cidade, que ainda vive na cultura do carro. Para exaltar o uso da bicicleta e bater de frente com esse lado paia da cidade, compomos essa música, que saiu natural e facilmente como quem pedala.

5 – Sensacionalismo verdade

Barra pesada, Cidade 190, Rota 22, colunas sociais, jornais que postam matéria sobre ator de novela na praia, animaizinhos engraçadinhos, essa música é pra todos vocês e pra quem curte e compartilha todo esse “jornalismo” fuleragem.

6 – Punkada

Essa música foi composta no ano de 2001, chegamos a tocar em algumas apresentações até 2004 mais ou menos, e assim como “Diminuindo seu tostão”, do disco “As Aparências Enganam”, ela também não foi gravada nem lançada no “Punk Rock na Véia!!!”, e nem nós sabemos bem porquê. O fato é que como vocês vão constatar, ela é um punkão bem clássico e sem firulas, tudo a ver com o que a gente compunha na época.

7 – É proibido distorcer

Essa música trata da falta de atenção, ou conhecimento, que algumas pessoas e entidades tem com o som pesado de Fortaleza, ou até da preferência por um som mais “cult bacaninha”, como certo curador de festival disse uma vez: “Não me venha dizer que vocal gutural é música, não levo nem em consideração”. Quem não gosta de Rock, bom sujeito não é …

8 – Pornocore

Quem nunca assistiu um pornozão e ficou intrigado com as músicas de elevador que tocam ao fundo? Pois é, nós sempre achamos que na hora do bate coxa o melhor som seria o Hard Core.

9 – Umatchongabemmaislonganoteucumeter

É uma paródia da música “Tonga da mironga do Kabuletê”, de Vinicius de Morais e Toquinho. Primeiro veio o refrão, que pode ser usado quando alguém fala ou escreve alguma merda, e a letra trata justamente dessa galera assim que fala muita merda sem ter embasamento do que está falando. Agiu assim, merece.

10 – Roqueiro reaça

Desde os protestos de 2013 tudo saiu do lugar, para o bem e para o mal. Aproveitando-se da ignorância de muitos, os setores reacionários do país utilizaram esse momento de efervescência para botar as garras de fora, arrebanhando uma multidão de desinformados. Jornalista, artistas, personalidades instantâneas, músicos, pessoas que nunca imaginávamos começaram destilar um veneno perigoso, o do conservadorismo. Pedidos de volta da ditadura militar, indignação em relação a ascensão de classes mais pobres, discriminação de cor, raça, gênero, orientação sexual, exaltação de nacionalismo, toda essa merda aflorou, tenho líderes verdadeiros pulhas. E o que mais nos chamou atenção, foi esse comportamento vir de pessoas do meio Rock n’ Roll, tanto artistas consagrados, como aquele cara que tá do teu lado nos shows. Pessoas que pregavam uma coisa no passado e agora agem, pensam e falam tudo ao contrário do que já foram ou compuseram. O Rock n’ Roll nasceu da rebeldia contra a moral e os bons costumes, roqueiro não pode e nem deve ser reaça!! Musicalmente falando, essa é uma das mais diferentes dos disco e de todos os nossos registros. É uma levada stoner muito diferente do que o que a gente, mas foi dessa forma que ela encaixou.

11 – Poluição

Poluição também é uma das músicas renegadas do passado que só estão sendo aproveitadas agora. Foi composta no ano 2000, mas o instrumental foi totalmente refeito, aproveitando da versão antiga somente a letra. E como é um tema, que infelizmente, parece que não vai sair de pauta tão cedo, resolvemos ressuscitá-la de forma muito mais brutal!!

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Ouça e Compre!

 

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